Na dissertação "Alagamentos no Centro Comercial da Campina, Belém-PA: Identificação das Causas e suas Implicações de Acordo com a Percepção dos Comerciantes Locais", apresentada ao PPGEDAM, Dyego Rodrigo Damazio discute as causas desse problema. A pesquisa, realizada sob orientação dos professores Luiza Carla Girard e Claudio Szlafsztein, foi apresentada na última edição do Jornal Beira do Rio (clique para ver a matéria).

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Em nível mundial, observa-se, por um lado, lógicas universais do processo de urbanização no contexto neoliberal e a emergência da sociedade urbana, por outro. Tais lógicas se implantam em realidades sociais nacionais e locais muito diferentes. De modo geral pode-se constatar a existência de duas grandes diferenças de dinâmicas entre a América Latina e a Europa. Particularmente, do ponto de vista da construção dos espaços urbanos, a Amazônia brasileira apresenta características bastante específicas. Uma das mais importantes dessas características é a persitência da coexistência de territórios de grande densidade e de baixa densidade, sem transição intermediária.

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A emancipação municipal é matéria regulamentada pelas constituições federais e conforme suas determinações estendidas às Constituições Estaduais. O Atlas Nacional do Brasil Milton Santos (2010) aponta que os maiores aumentos em valores absolutos do número de municípios criados ocorreram ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1990. Observa-se um vínculo estreito entre as mudanças de natureza política e institucional no país e a intensidade da alteração no quadro municipal brasileiro. Novos municípios têm sido criados ao longo de toda a história do país, mas em ritmos variáveis. Por exemplo, se no período de restabelecimento da democracia, após a queda do regime autoritário do Estado Novo (1945), período de regime democrático foi rico em emancipações, não foi o caso do regime militar (1964-1985), quando poucos novos municípios foram criados.